Proof of Stake da Ethereum: O que os Holders de Ethereum Precisam Saber
Tabela de Conteúdos
Introdução
O que é a atualização da Ethereum para o Proof of Stake?
Por que o Proof of Stake?
O caminho para a Ethereum PoS 
O que acontecerá com meu ETH?
Expectativas dos usuários e da comunidade
Considerações finais
Proof of Stake da Ethereum: O que os Holders de Ethereum Precisam Saber
Página InicialArtigos
Proof of Stake da Ethereum: O que os Holders de Ethereum Precisam Saber

Proof of Stake da Ethereum: O que os Holders de Ethereum Precisam Saber

Intermediário
Publicado em Sep 7, 2022Atualizado em Sep 28, 2022
6m

TL;DR

A atualização "The Merge" da Ethereum é parte da transição de uma blockchain Proof of Work para uma Proof of Stake. O Proof of Stake oferece inúmeros benefícios em termos de escalabilidade e sustentabilidade. 

O estado da mainnet (rede principal) original da Ethereum será transferido à medida que a rede muda para sua nova estrutura fragmentada (sharding). Isso significa que os holders de ETH não precisam fazer nada com suas moedas e devem ter cuidado com golpistas que afirmam ser necessário “transferir” seus tokens. 

Introdução

A tão esperada atualização da Ethereum para o mecanismo de consenso Proof of Stake levantou uma questão importante para muitos HODLers: "O que eu preciso fazer com meu ETH?" É uma pergunta importante, pois a segurança de seus fundos pode estar em risco, caso você não compreenda totalmente a situação. Primeiro, vamos ver quais são os motivos para a mudança da Ethereum para o Proof of Stake (PoS).

O que é a atualização da Ethereum para o Proof of Stake?

Desde a criação da Ethereum (ETH), a rede tem utilizado o mesmo mecanismo do Bitcoin (BTC) para obtenção de consenso sobre novos blocos de transações: o Proof of Work (PoW). Esse mecanismo de consenso permite que mineradores obtenham consenso sem a necessidade de uma autoridade central, mesmo na presença de usuários mal-intencionados agindo contra eles na rede. 

O Proof of Work, implementado por Satoshi Nakamoto na rede Bitcoin, criou um método eficaz e confiável para obter consenso em redes descentralizadas. Até hoje, a rede Bitcoin nunca sofreu um ataque bem-sucedido.

No entanto, o PoW caiu em desuso para alguns desenvolvedores e usuários. Esse mecanismo geralmente apresenta algumas limitações como:

  1. Energeticamente ineficiente. Com seu alto custo e consumo de energia, o sistema PoW desincentiva usuários mal-intencionados e ataques em larga escala. Embora essa seja uma maneira de proteger a rede, o staking é considerado uma alternativa mais sustentável.

  2. Ineficiente para contratos inteligentes. O uso de contratos inteligentes pode exigir um grande número de interações da rede. Elas devem ser adicionadas a um bloco e confirmadas na rede. O PoW geralmente apresenta tempos de bloco mais longos e taxas de transação mais altas, tornando a interação com contratos inteligentes mais lenta e mais cara.

  3. Difícil de minerar de forma independente. Tornar-se um minerador em um sistema PoW pode ser um desafio para um indivíduo, pois o cenário de mineração geralmente é dominado por algumas grandes pools de mineração. Isso pode gerar uma centralização do poder de mineração, dificultando a competição de mineradores individuais ou pools menores.

  4. Problemas de escalabilidade. À medida que a rede se torna mais popular, o número de transações pendentes aumenta. As redes PoW terão um tamanho de bloco limitado, capaz de incluir apenas algumas transações. Períodos de alto tráfego podem deixar os usuários esperando por horas e até dias, até que sua transação seja adicionada a um bloco e processada.

Com a Ethereum 2.0, a rede mudará seu sistema para o PoS e eliminará a necessidade de minerar moedas. O objetivo é melhorar a escalabilidade da Ethereum, bem como proporcionar benefícios adicionais aos usuários.

Por que o Proof of Stake?

O Proof of Stake provou ser a escolha mais popular para novas redes blockchain. Ele tem várias vantagens e, atualmente, é a melhor opção em termos de acessibilidade e escalabilidade. Embora o mecanismo apresente algumas desvantagens, a maioria dos usuários as considera mínimas em comparação com os benefícios oferecidos.

Vantagens

Desvantagens

Com o token nativo da rede, qualquer usuário da rede PoS pode participar do processo de validação.

O poder ainda pode ser centralizado em torno de grandes holders (detentores) de tokens. 

Menor consumo de energia. 

Prejudica a lucrativa indústria de mineração.

Tempos de transação e finalização mais rápidos.

Para alguns críticos, o processo de obtenção de consenso do PoS é menos seguro, quando comparado ao uso de problemas matemáticos e quebra-cabeças criptográficos.

O caminho para a Ethereum PoS 

A mudança para o sistema PoS não pode ser feita de uma só vez. Ao longo de alguns anos, a Ethereum iniciou uma transição para migrar para sua nova estrutura fragmentada (sharding). Essa jornada pode ser dividida em uma série de fases. Note que a estrutura de Phases (Fases) não é mais usada oficialmente pela Ethereum, mas é frequentemente referida dessa maneira por outros meios de comunicação.

Lançamento da Beacon Chain (Fase 0)

A Fase 0 foi responsável pelo lançamento da Beacon Chain da Ethereum, uma blockchain PoS que gerencia todos os shards da Ethereum. Mais especificamente, ela organiza os validadores e o processo de staking, cria comitês de validadores, gerencia a obtenção de consenso e executa outras operações importantes.

Introdução ao sharding (Fase 1)

A Fase 1 dividirá a blockchain única da Ethereum em 64 sharded blockchains (blockchains fragmentadas). Essas blockchains serão gerenciadas pela Beacon Chain, lançada na Fase 0. No entanto, com o tempo, a Ethereum passou a focar na Merge, que agora acontecerá antes da implementação do sharding.

The Merge (Fase 1.5)

A Fase 1.5, também conhecida como The Merge, integrará a atual mainnet (rede principal) da Ethereum ao novo sistema Proof of Stake. Contratos inteligentes da antiga mainnet da Ethereum estarão disponíveis na nova rede Ethereum e a Beacon Chain será a responsável pela produção de blocos.

Fase 2

A Fase 2 permitirá que os shards criem novas transações e contratos inteligentes, ou seja, eles serão totalmente funcionais. A Fase 2 é a última fase com um plano predefinido. O objetivo da Fase 3 será resolver quaisquer problemas que ocorram após o lançamento da Ethereum 2.0.

O que acontecerá com meu ETH?

Em poucas palavras, seus fundos estarão seguros e você não precisará fazer nada. A Ethereum será totalmente transferida, em seu estado atual, para a Ethereum 2.0. Se você está fazendo holding de BETH porque bloqueou ETH no produto de staking da Ethereum 2.0 da Binance, em breve poderá resgatá-los e trocar por ETH, após a conclusão da atualização The Merge. Vitalik mencionou que o desbloqueio ocorrerá cerca de seis meses após a Merge. BETH é um wrapped token atrelado ao ETH, em uma proporção de 1:1, distribuído aos usuários que bloquearam seus ETH na Binance. Com isso, os stakers tem um ativo líquido que representa o ETH para usar seus fundos enquanto estão bloqueados. Se desejarem, os usuários também poderão trocar (swap) BETH por ETH.

Expectativas dos usuários e da comunidade

A mudança da Ethereum para o mecanismo PoS foi muito aguardada por grande parte da comunidade. Quase todas as novas blockchains usam PoS, portanto houve uma grande pressão sobre a Ethereum para seguir a tendência. Além disso, com o novo mecanismo de consenso, a rede soluciona alguns dos problemas anteriores. Como o PoS é mais sustentável, a Ethereum também removerá o estigma associado ao seu alto consumo de energia. Isso pode melhorar a imagem do mundo blockchain, de modo geral.

Considerações finais

Para os HODLers, o mais importante em relação à atualização The Merge é saber que não é preciso fazer nada com seus holdings de ETH. Portanto, desconfie de qualquer pessoa que afirme que você precisa “transferir” ou fazer “bridging” de ETH para a nova rede. Aparentemente, a mudança da Ethereum para o Proof of Stake trará vários benefícios aos usuários.